Nos últimos meses, em 2021, os preços observados nas prateleiras do mercado subiram em resposta a desvalorização do real, mudanças nos hábitos de consumo e ao aumento da inflação, aliados a crise econômica criada pela pandemia da Covid-19.
Medidas para controlar o avanço do coronavírus, assim como a própria doença, limitaram a produção e a distribuição. Com as economias voltando a oferecer esses produtos, muitas não foram capazes de atender à crescente demanda, o que levou a um aumento de preços.
Nas carnes, o aumento foi de pouco mais de 12%. Entre os alimentos que tiveram redução de preço, está o arroz (4%). Uma série de fatores, de acordo com a FAO, contribuíram para a alta: preços crescentes de energia, aumento no valor de fertilizantes e alterações climáticas que impactam produções e safras.
"O mundo está aquecendo, e os preços do milho, da soja e do trigo subiram muito em Bolsas internacionais, como commodities importantes." Outro fator que justifica o aumento é a disparada do dólar. A moeda norte-americana subiu 29,33% em 2020 e já acumula alta de 6,33% neste ano, sendo vendido acima de R$ 5,50.
A reabertura das economias com os programas de vacinação contra a Covid-19 aqueceu a demanda por bens e serviços e iniciou um ciclo de aumento de preços em dezenas de países. Ainda que o fenômeno seja global, no Brasil a inflação tem piorado em ritmo mais acelerado e já passa de dois dígitos.
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Na pandemia, o Brasil assumiu uma posição de continuar exportando, enquanto outros países seguraram o estoque de suas produções. E, ainda tínhamos o auxílio emergencial de R$ 600 circulando, dando um maior poder de comprar as famílias. Com pouca oferta para muita demanda o preço subiu, impactando na inflação”.
Nos últimos tempos o cidadão brasileiro tem sofrido para manter os gastos básicos de uma casa, como alimentos, gás de cozinha e gasolina. O aumento nos preços é nítido, e muitos têm atribuído a culpa ao presidente da República Jair Bolsonaro.
A alta no preço da carne bovina fez com que os consumidores procurassem fontes de proteína animal mais acessíveis. Com isso, o ovo, o frango, e também a carne suína foram as alternativas escolhidas. A alta demanda por essas proteínas foi o fator responsável pelo aumento de seus preços.
Há meses o preço do boi bate recordes porque há uma menor disponibilidade de animais para o abate — reflexo do próprio ciclo da bovinocultura, que compreende os períodos de reprodução e reposição dos animais. Isso porque a cadeia de produção de carne bovina tem uma série de particularidades.
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