Uma substituição isomórfica implica que o sítio que normalmente ocupa um cátion de formação de rede cristalino (Si + 4, Al + 3, Mg + 2, etc.) é ocupado por outro cátion, igualmente formador de rede, e com um tamanho similar. Ocorre durante a formação de minerais.
Os argilominerais 1:1 (grupo da caulinita) são formados pela superposição contínua de uma lâmina tetraédrica seguida de uma lâmina octaédrica [1]. ... As micas são minerais não expansivos, apresentam a presença de átomos de K entre as lâminas tetraédricas e substituição isomórfica parcial no tetraedro de Si [1].
A mineralogia reflete o tipo de argila (2:1 ou 1:1), assim argilas com maior capacidade adsortivas (do tipo 2:1) retém mais moléculas de herbicidas na matriz do solo quando comparada com argilas mais intemperizadas (do tipo 1:1).
Muitos minerais de argila apresentam substituições isomórficas (substituição dos catiões das unidades tetraédricas e/ou octaédricas, por outros de diâmetro aproximado) o que permite manter as mesmas dimensões mas uma carga menor.
Outro evento muito importante que acontece com os argilominerais 2:1 é a substituição isomórfica, que é a troca do alumínio nos octaedros por ferro e magnésio ou ainda do silício por alumínio nos tetraedros. Tais substituições são muito importantes porque originam as chamadas cargas permanentes.
As matérias orgânica ou inorgânica compreendem partículas minerais do solo, originadas do intemperismo da rocha, ou seja, da sua desintegração. Há também materiais orgânicos provenientes de animais e plantas, que entram em decomposição e formam a camada de húmus (primeira camada do solo).