A cirurgia de torção testicular ou torção do funículo espermático dura em média 30 a 40 minutos. Consiste em desfazer a torção e avaliar a viabilidade do testículo após essa manobra. Em caso de o testículo ser viável, o mesmo é preservado e fixado para evitar nova torção.
Histologia. Os testículos são retroperitoneais desde o período de seu desenvolvimento embriológico, até que eles descendem para sua posição final no escroto, no adulto. O tecido testicular é constituído de duzentos a trezentos lóbulos, que são separados por septos de tecido conectivo.
A torção acontece quando um canal chamado cordão espermático, que liga os testículos ao abdome, acidentalmente rotaciona e “torce”. Por esse cordão passam veias, nervos, vasos linfáticos, a artéria testicular e o canal deferente (que conduz os espermatozoides). Como ele é móvel, pode torcer com uma rotação brusca de um dos testículos.
Uma dor súbita e de grande intensidade, associada a inchaço na bolsa escrotal, é a apresentação clínica mais comum da torção do testículo. Náusea e vômitos também são frequentes.
A cirurgia para corrigir a torção testicular é habitualmente feita sob anestesia geral. Durante o procedimento, o urologista faz um pequeno corte na bolsa escrotal, destorce o cordão espermático e costura um ou ambos os testículos no interior da bolsa para evitar recidivas, principalmente se paciente tiver deformidade em “badalo de sino”.
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