O método fônico é um método de alfabetização que primeiro ensina os sons de cada letra e então constrói a mistura destes sons em conjunto para alcançar a pronúncia completa da palavra. Permitindo dessa forma que se consiga ler toda e qualquer palavra.
Este método surge como uma reação às críticas à soletração, e seu uso é mencionado na França, por Vallange, em 1719; na Alemanha, por Enrique Stefhani, em 1803; e é trabalhado por Montessori, na Itália, em 1907. Neste método o ensino se inicia pela forma e pelo som das vogais, seguidas pelas consoantes.
O método multissensorial, criado por Orton e adaptado por Orton e Gilligham em 1925 (Capovilla, 2002; Birsh, 2011), permite uma maior exploração sensorial e o desenvolvimento de diferentes capacidades perceptivas do aprendiz, buscando associar percepções tácteis e cinestésicas aos estímulos visuais e auditivos ...
O segundo ocorreu durante os séculos XVI e XVIII e se estendeu até a década de 1960, sendo marcado pela rejeição ao método da soletração e pela criação de novos métodos sintéticos e analíticos. Nessa época, foram criadas as car- tilhas, amplamente utilizadas, cujos métodos serão analisados à luz da Linguística.
Felisberto de Carvalho
O método silábico nem sempre é concretizado da mesma forma nos livros didáticos. Felisberto de Carvalho defendia que o método de emissão de sons não deveria mostrar à criança as letras isoladas, como na escrita, mas sons e articulações como na palavra falada.
O método fônico baseia-se no aprendizado da associação entre fonemas e grafemas (sons e letras) e usa, em princípio, textos produzidos especificamente para a alfabetização. O método que o Brasil empregava antes dos anos 80 não era o fônico, mas o alfabético-silábico, baseado no ensino repetitivo de sílabas.
Diferente do Método Fônico, que é baseado no ensino dinâmico do código alfabético, ou seja, das relações entre grafemas e fonemas em meio a atividades lúdicas planejadas para levar as crianças a aprenderem a codificar a fala em escrita, e, de volta, a decodificar a escrita no fluxo da fala e do pensamento.
No método fônico, a alfabetização se dá através da associação entre símbolo e som. Para que a criança se torne capaz de decifrar milhares de palavras, ela aprende a reconhecer o som de cada letra. De outra forma, ela teria que memorizar visualmente todo o léxico, algo ineficiente do ponto de vista dos defensores do método fônico.
Em virtude das manifestações do antigo ministro da Educação quanto à possibilidade de adoção do método fônico como diretriz do Ministério para as escolas brasileiras, passou a haver novamente discussões e controvérsias a respeito de método para o ensino da primeira leitura e da primeira escrita.
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