Por outro lado, estatísticas confiáveis apontam que o transtorno do espectro do autismo em meninos é mais comum. A proporção é de quase 5 meninos afetados para cada menina. Qual a razão para essa diferença?
Um dos enigmas mais persistentes do autismo é por que quatro vezes mais meninos são diagnosticados com a condição do que meninas. O viés diagnóstico explica parcialmente essa relação.
Existem evidências científicas que apoiam essa teoria. Estudos genéticos com grande número de famílias mostram que meninas são mais resistentes a mutações relacionadas ao autismo, e um estudo mostrou que irmãos mais novos de meninas autistas tinham mais propensão de também ser autistas do que as irmãs mais novas.
Um estudo analisando milhares de casos demonstrou agora que o motivo da diferença está na genética. Os cérebros de homens e mulheres têm várias diferenças, e isso vem da fase de desenvolvimento da infância em diante.
A diferença entre os sexos
Na pesquisa atual, há o resultado de que para cada 1 menina com TEA, há 4 meninos com TEA. Ainda não há pesquisas concretas que expliquem esse predomínio no sexo masculino.
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O Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresenta uma prevalência (quantidade de casos do transtorno em dado momento) relativamente alta na população, aproximadamente 1 a 2% das crianças e adolescentes no mundo apresentam TEA e é maior para o sexo masculino.
Pesquisadores do Hospital Infantil da Filadélfia, nos Estados Unidos, descobriram que mutações no DNA mitocondrial, parte das células responsável produzir energia e cujo código genético é herdado exclusivamente da mãe, podem contribuir para um maior risco de desenvolver o transtorno.
No cromossomo X, a região Xq22-q23, onde está mapeado o gene AGTR2, é tida como importante. Estudos neste gene têm mostrado que a deleção desta região está associada à alta freqüência de deficiência mental em indivíduos autistas.
As causas do TEA não são totalmente conhecidas, e a pesquisa científica sempre concentrou esforços no estudo da predisposição genética, analisando mutações espontâneas que podem ocorrer no desenvolvimento do feto e a herança genética passada de pais para filhos.
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