Além disso, a falta de planejamento da gravidez pode levar a situações mais graves, por exemplo: Interferir no estabelecimento do vínculo com o bebê; Interferir na decisão de amamentar; Aumentar a chance de a mulher desenvolver depressão pós-parto.
Não é fácil lidar com a obrigação de aceitar a gravidez, e nem com as cobranças que começam a aparecer de você mesma, às vezes até mesmo das pessoas ao redor. É muito importante lembrar que os sentimentos ao longo da gravidez irão se acertar.
Em casos assim, algumas gestantes choram muito, principalmente nos primeiros meses da gestação, e até cogitam o aborto. A mulher também pode ter sintomas como náuseas, vômito, sangramento vaginal e cólicas. Essa é uma maneira inconsciente que o corpo encontra de tentar rejeitar o feto.
O estresse na gravidez pode trazer consequências para o bebê, isso porque pode haver alterações hormonais, na pressão arterial e sistema imunológico da mulher, o que pode interferir no desenvolvimento do bebê e aumentar o risco de infecções, além de favorecer o parto prematuro e nascimento do bebê com baixo peso.
A ausência de planejamento faz com que boa parte dessas mulheres não se cuide da melhor forma durante a gravidez, aumentando os riscos para elas (depressão pós-parto, aborto ilegal, violência doméstica…) e para os bebês (parto prematuro, baixo peso ao nascer, menor tempo de amamentação.
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No caso da falta de intenção, existem riscos de saúde para a mãe e o bebê como desnutrição, doenças, negligências e até mesmo a morte. A gravidez sem propósito também leva a ciclos de alta fertilidade, mina potenciais de educação e emprego e conduz à pobreza.
Alta taxa de gravidez indesejada
Mais de 55% das brasileiras que tiveram filhos não haviam planejado a gravidez, segundo uma pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz que ouviu 24 mil mulheres entre 2011 e 2012. O percentual está acima da média mundial, de 40% de gestações não planejadas.
De acordo com a pesquisa, o feto responde ao estresse da mãe produzindo imunoglobulina E, um anticorpo relacionado ao desenvolvimento de alergias respiratórias. Com o distúrbio emocional, o organismo da mãe diminui as barreiras que evitam que o bebê tenha contato com substâncias que façam mal a ele.
"As mães ficam muito inseguras, pois sentem-se responsáveis pela dor da criança, mas o desespero acaba voltando para o filho", comenta. Segundo ele, até o sabor do leite muda quando a mulher está nervosa, pois o teor de sal é alterado.
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