PROXIMIDADE ENTRE CIENCIA E SENSO COMUM: Há uma diabolização moderna do senso comum diante da necessidade da ruptura com a ciência. Santos diz que grande parte das ciências sociais não desejam tal ruptura, e se relacionam com o senso comum de forma complexa.
O senso comum na perspectiva de Boaventura
Para Santos (1989) a ciência e o senso comum possuem uma relação de necessidade que só pode ser estabelecida quando a caracterização científica do senso comum for desfeita.
A relação entre ciência e senso comum é abordada por Santos (1989) na concepção de que a ciência se opõe a opinião. Pois, para essa nada é dado, tudo se constrói. O senso comum representa a experiência imediata, o conhecimento vulgar; as opiniões.
É neste sentido que Boaventura sustenta que: “A ciência pós-moderna, ao sensocomunizar-se, não despreza o conhecimento que produz tecnologia, mas entende que, tal como o conhecimento se deve traduzir em autoconhecimento, o desenvolvimento tecnológico deve traduzir-se em sabedoria de vida” (SANTOS, pág.
Isso porque a ciência deriva da ciência e os escritos de Boaventura, apesar de críticos ao modelo da ciência moderna, faz relação à aproximação entre as ciências natural e social, inclusive com a adoção de termos de uma à outra, o que pode ter desencadeado a “ira” dos puristas.
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Subjetivo: visto que geralmente é influenciado pela experiência pessoal, o senso comum acaba por ser subjetivo, ou seja, o conhecimento adquirido é fruto do que o sujeito compreende do objeto, sem que tenha sido feito uma análise do objeto em si.
Se afastam pois o senso comum e um conhecimento prévio, sem nenhum tipo de teste, ideia a qual a ciência refuta, pois exige testes e experimentos para a comprovação de ideias.
O objetivo da ciência é explicar, descrever e prever os fenômenos a partir do desenvolvimento de procedimentos metodológicos que possam ser constantemente verificados e reproduzidos.
Comentário: Esta é a alternativa correta, pois "Na concepção de Souza [...] a ciências é uma das formas de conhecimento que o homem produziu no transcurso de sua história, com o intuito de entender e explicar racional e objetivamente o mundo para nele intervir" (livro-base, p. 23). E Um conhecimento limitado.
Para São Boaventura (1221-1274) existe a certeza de que a pessoa humana é capaz deconhecer e que existe algo para ser conhecido. Essa capacidade ilimitada (Capax Dei)da pessoa humana, para conhecer tudo, a coloca em grau privilegiado na escala dacriação.
A “primeira ruptura” constituiria, em linhas gerais, o movimento da ciência buscando constituir-se em clara oposição ao senso comum, ou seja, “a ciência se opõe absolutamente à opinião” (BACHELARD, 1972.
Enquanto as afirmações do senso comum partem de um conhecimento particular, que muitas vezes não pode ser validado se relacionado com outras pessoas, e estão vinculadas ao ponto de vista individual, a ciência pretende estabelecer um conhecimento geral a partir de experimentos que possam ser comprovados.
Ora, então o que difere então o senso comum da ciência ou da filosofia? É a questão do método. O senso comum acumula conhecimento através da vivência das pessoas, sendo o conhecimento passado entre as gerações. Já a ciência utiliza algo chamado método científico.
De acordo com as aulas e o livro-base Metodologia do Ensino de Ciências Biológicas e da Natureza sobre Ciência, é correto afirmar que: A Ciência, no singular, refere-se ao modo e a um ideal de conhecimento. PAGINA 25 B Ciência, no singular, refere-se às diferentes maneiras de realização do ideal de cientificidade.
A biologia, a história, a química, a psicologia e a geologia são disciplinas factuais ou empíricas, pois todas elas estudam fatos ou dados concretos.
Ciências naturais – estudo das caraterísticas físicas da natureza e das maneiras como aquelas interagem, mantêm e/ou alteram a natureza. Ciências sociais – estudo das caraterísticas sociais dos seres humanos e das maneiras como aquelas interagem, mantêm e/ou alteram a sociedade.
Ciência é o conhecimento que explica os fenômenos obedecendo a leis que foram verificadas por métodos experimentais. A ciência baseia-se na regularidade, na previsão e no controle de fenômenos que podem ser observados.
O segundo dos dois principais objetivos da ciência é o de fornecer explicações para os fenômenos. Numa visão filosófica tradicional, adotada daqui em diante nestas notas, esse objetivo deve ser buscado apontando-se as causas dos fenômenos.
Todo exercício da ciência parte de algum conhecimento vulgar, mas, como todo conhecimento vulgar é findável, cabe ao meio científico a exclusiva responsabilidade de ultrapassar os limites do saber, uma causa de extrema importância que o senso comum não compartilha.
A ciência busca sempre descobrir problemas novos, mais profundos e mais gerais (sujeitando suas respostas, sempre provisórias, a testes renovados e mais rigorosos). A ciência possui como principal função o aperfeiçoamento do conhecimento, possibilitando a substituição de conceitos anteriores por novos.
O Senso Comum é a soma dos saberes do cotidiano e é formado a partir de hábitos, crenças, preconceitos e tradições. Na filosofia, o termo é utilizado para explicar as interpretações feitas pelos indivíduos à realidade que os cercam sem estudos prévios ou provas científicas.
O senso comum é movido, geralmente, pela opinião. Podemos elencar estudos filosóficos sobre o senso comum desde a Grécia Antiga. A Filosofia surgiu como uma maneira de contrapor aquele tipo de conhecimento popular não rigoroso.
O senso comum se concretiza através da sabedoria popular, através da repetição cultural. Por ser baseado no empirismo (conhecimento prático adquirido por experiência), ele não depende de métodos científicos ou reflexivos, como é o caso do senso crítico.
O conhecimento cotidiano, não refletido e não testado, que adquirimos por meio da repetição das experiências e da cultura, de geração a geração, é conhecido como senso comum. As características do conhecimento de senso comum não garantem que seja um conhecimento verdadeiro ou válido, mas também não atestam o contrário.
A filosofia busca a razão de ser de tudo pela raiz, o significado básico de tudo. O senso comum se contenta com afirmações do tipo que assegura que “manga com leite faz mal”.
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