A implantação do Prontuário Eletrônico Digital foi implementada no Brasil no ano de 2002, época em que o Conselho Federal de Medicina (CFM) definiu suas características gerais na resolução 1639.
O prontuário eletrônico é uma ferramenta que armazena e disponibiliza os dados do paciente. É um sistema que possibilita aos profissionais de saúde registrarem informações (anotações, exames, prescrições) que podem ser acessadas facilmente.
Quando surgiu o prontuário? A identificação dos primeiros registros médicos em papel nos leva ao ano de 1.600 a.C. As primeiras informações de saúde foram registradas ainda em papiro pelos egípcios. Acredita-se que a função desses documentos era explicar, de forma didática, as cirurgias pioneiras no corpo humano.
O Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) capaz de registrar, armazenar e disponibilizar, em tempo real, informações sobre o paciente e seu tratamento, representa um enorme potencial em diversas pontas, da melhoria do atendimento à redução de custos.
No Brasil, a regulamentação do prontuário eletrônico digital foi implementada em 2002, quando o CFM (Conselho Federal de Medicina) definiu suas características gerais na resolução 1638.
Chamada de Lei do Prontuário Digital, a 13.787, promulgada pelo Governo Federal em dezembro de 2018, dispõe sobre a digitalização e a utilização de sistemas informatizados para a guarda, o armazenamento e o manuseio de prontuário de paciente.
7 vantagens do prontuário eletrônico
Responsabilidades: a responsabilidade pelo prontuário cabe ao médico assistente e aos demais profissionais que compartilham o atendimento, à hierarquia médica da instituição, às chefias médicas e ao diretor clínico.
Além disso, é possível usar o prontuário eletrônico do paciente (PEP) nas seguintes atividades: prescrição de medicamentos, anotações da consulta, alergias e sensibilidades dos pacientes e visualização de exames laboratoriais. Em 2007, o CFM autorizou o uso de sistemas informatizados para o arquivamento e registro deste tipo de informação.
Conforme os dados são adicionados, forma-se uma linha do tempo no prontuário do paciente, o que facilita a busca pelos exames e arquivos, quando for preciso encontrá-los por data ou por filtro. Dessa forma, a evolução do tratamento do paciente se torna bastante clara e você não sofre com a perda de informações.
O funcionamento do sistema ocorre da seguinte forma: primeiramente a informação individual de cada paciente é coletada e registrada no Prontuário Eletrônico Digital. Então este registro passa a ser compartilhado entre clínicas, laboratórios, hospitais, agências de seguro saúde e outras instituições médicas.
Segundo Tang e McDonald, o registro eletrônico do paciente “é um repositório de informação mantida de forma eletrônica sobre o estado de saúde e de cuidados de saúde de um indivíduo, durante toda sua vida, armazenado de modo a servir a múltiplos usuários legítimos”.
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