Estudos recentes mostram-nos que ler ou ouvir ativam as mesmas áreas no cérebro, processando informação semântica similar, o que pode contribuir de forma significativa para a alteração das estratégias pedagógicas utilizadas pelos professores e até pelos pais.
Ler – 10% Ouvir – 20% Observar – 30% Ver e ouvir – 50%
Você fica acostumado a ouvir uma pessoa lhe ensinando, facilita a sua compreensão, você entende melhor a matéria e o que o professor que dizer. Isso é válido para a maioria das pessoas porque hoje em dia não se lê mais.
“Não há real diferença entre ouvir um livro e lê-lo”, diz ele. O argumento da contrafação pressupõe que o leitor ficou apenas com a recompensa (o conteúdo) sem a contrapartida (o trabalho de leitura), e que, para nossos mecanismos cerebrais, ouvir é mais fácil do que ler.
E o resultado foi que ler informações em voz alta resultou na melhor memorização. Mas por que isso acontece? Segundo os autores, é graças ao chamado “efeito de produção”: a dupla ação de falar e se ouvir ajuda a fixar as palavras na memória de longo prazo.
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Ajuda na concentração
Sabia que a leitura em voz alta é excelente para ajudar a se concentrar mais? Isso mesmo. O leitor tende a ficar mais atento ao que está escrito e à forma de pronunciar as palavras. Além disso, essa prática é ideal para fixar conteúdos na mente.
Ler em voz alta ou acompanhar a leitura com movimentos labiais é uma péssima prática. “Detendo-se em cada palavra e vocalizando-a, nossa atenção desvia do fundamental, ou seja, de captar as ideias principais”, diz o autor.
Enquanto o usuário escuta um audiolivro, pode perceber e aprender como o narrador está pronunciando palavras diferentes. Isso também ajuda a entender como funciona a velocidade de leitura, as pausas, as tensões e as entonações. Isso contribui não só na alfabetização, mas também no estudo de outras línguas.
O contador recria o conto junto com seu auditório, conservando algumas partes do texto. No entanto, as modifica, conforme a interação que estabelece com o público. O leitor de histórias, por sua vez, empresta sua voz ao texto, respeitando a estrutura linguística da narrativa, bem como as escolhas lexicais do autor.