No paciente em UTI ou 12 horas após a intubação deve-se iniciar a Nutrição Enteral (NE). O início precoce leva a menor mortalidade e menor incidência de infecções, comparado com aqueles para os quais a terapia é postergada. Mesmo no paciente com sepse ou choque circulatório a NE pode ser bem tolerada.
nutrição precoce oral ou enteral se possível. ... em caso de intolerância alimentar, algumas medidas podem auxiliar a adaptação nutricional, como procinéticos, sonda gástrica para drenagem e sondagem enteral em posição pós pilórica.
Entre elas, o Nutricionista que atua em terapia intensiva deve estabelecer e executar protocolos técnicos do serviço; realizar triagem de risco nutricional e elaborar o diagnóstico nutricional, quando aplicáveis; prescrever a dieta, o que inclui a terapia nutricional enteral e oral; participar das visitas/rounds ...
O especializando em terapia intensiva, no eixo de nutrição clínica, realiza a avaliação nutricional do paciente, mediante história prévia, diagnóstico clínico, exames laboratoriais, antropometria e anamnese alimentar.
A terapia nutricional pode ser administrada de 4 modos diversos: por via oral (Terapia Nutricional Oral), por via de cateteres enterais (Terapia Nutricional Enteral), por via venosa ou parenteral (Terapia Nutricional Parenteral) e pela combinação destas estratégias, uma vez que não são necessariamente excludentes.
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A terapia nutricional tem como principais objetivos prevenir e tratar a desnutrição, preparar o paciente para o procedimento cirúrgico e clínico, melhorar a resposta imunológica e cicatricial, modular a resposta orgânica ao tratamento clínico e cirúrgico, prevenir e tratar as complicações infecciosas e não infecciosas ...
Nutrição enteral: quando o paciente não consegue se alimentar por via oral (boca), a ingestão dos alimentos pode ser feita através de uma sonda (passagem naso/orogástrica) posicionada ou implantada no estômago, no jejuno ou no duodeno. ... Nutrição parenteral: é a alimentação administrada por via endovenosa.
Uma estratégia nutricional adequada tem relação direta com melhores resultados no tratamento de pacientes clínicos ou cirúrgicos, enquanto uma terapia nutricional insuficiente ou inapropriada pode significar mais tempo de internação e maior incidência de complicações, como infecções.
A European Society for Parenteral and Enteral Nutrition (ESPEN) recomenda durante a fase aguda inicial, uma oferta de 20 a 25 kcal/kg/dia, e na fase de recuperação, 25 a 30 kcal/kg/dia21. Em pacientes obesos, recomenda-se ofertar de 20 a 30 kcal/kg/dia, com base no peso ajustado para obesidade22.
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