O alerta então fica para a região do Cerrado, que compreende os territórios de Goiás, Tocantins e Distrito Federal, além de partes da Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, Rondônia e São Paulo.
As regiões Centro-Oeste e Norte são aquelas em que mais ocorreram focos de calor no ano de 2019, sendo 2020 um ano com recorde para todas as regiões. Em escala estadual, o Mato Grosso registra a maior concentração de focos de queimadas, seguido pelo Pará e pelo Tocantins.
No entanto, em termos absolutos, a Amazônia segue sendo o bioma brasileiro mais prejudicado pelas queimadas: 103.134 focos foram identificados no ano passado, um aumento de 15% na comparação com 2019. O Globo, UOL e Valor repercutiram a notícia.
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o bioma amazônico é o que mais possui focos de queimadas no Brasil.
Ao longo de 2020, as queimadas do Pantanal ganharam destaque internacional, tal como havia ocorrido com a Amazônia em 2019. Imagens de animais carbonizados estamparam as páginas de jornais pelo mundo e o governo Jair Bolsonaro foi novamente criticado pela falta de ação em conter a destruição ambiental.
Serpentes, lagartos, jabutis, jacarés, tamanduás, macacos e antas são comumente encontrados carbonizados, ou com partes do corpo queimadas, por terem mais dificuldade de fugir”, comenta. Segundo o biólogo, depois de controlado o fogo, projetos de pesquisas são capazes de avaliar a regeneração do bioma.
Cinco estados tiveram um maior aumento no número de queimadas no Brasil desde o início do ano, em comparação com o mesmo período do ano passado: Mato Grosso do Sul, com uma alta de 260% em relação a 2018; Rondônia, com 198%; Pará, com 188%; Acre, com 176%; e Rio de Janeiro, com 173%.
Mata Atlântica
Bioma mais devastado, Mata Atlântica reduz desmatamento e volta a respirar.