João Cândido Felisberto, também conhecido como "Almirante Negro" (Encruzilhada do Sul, 24 de junho de 1880 – Rio de Janeiro, 6 de dezembro de 1969), foi um militar brasileiro da Marinha de Guerra do Brasil, líder da Revolta da Chibata (1910).
A conturbada vida de João Cândido, líder da Revolta da Chibata preso, expulso da Marinha e internado como louco.
Estopim da Revolta da Chibata
Costumeiramente, os marinheiros eram advertidos pelos oficiais da Marinha brasileira com o uso de chibatas. ... Essa era composta pelos marinheiros negros, ex-escravos e de famílias pobres.
Nasceu no Rio Grande do Sul, em 1880, filho de escravizados. Aos 14 anos, entrou para a Marinha do Brasil, onde se engajou na luta contra os maus-tratos, a má alimentação e as chibatadas sofridas pelos marinheiros. Foi chamado de almirante e de herói pelo escritor Gilberto Amado, em artigo publicado no jornal O País.
Era formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1888). Grande médico, professor emérito, político e escritor, em 1892 foi eleito prefeito da Lapa. ... Voltou-se para a medicina, tornando-se notável pela sua erudição e brilhantismo clínico. Foi um dos fundadores da Universidade do Paraná.
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ALMIRANTE NEGRO
Com constantes insatisfações por parte dos marinheiros, João Cândido foi o escolhido para liderar a revolta e realizar o motim, em 1910, dando início à Revolta da Chibata.
João Cândido Felisberto, também conhecido como "Almirante Negro" (Encruzilhada do Sul, 24 de junho de 1880 – Rio de Janeiro, 6 de dezembro de 1969), foi um militar brasileiro da Marinha de Guerra do Brasil, líder da Revolta da Chibata (1910).
João Cândido Felisberto (à direita) liderou a Revolta da Chibata. Pressionado tanto pelas ameaças dos marujos quanto de políticos, o governo de Hermes da Fonseca aceitou os termos propostos e pôs fim aos castigos físicos na Marinha em 26 de novembro de 1910 e prometeu anistia a todos os envolvidos.
Precisamos resgatar para dentro da história o João Cândido, mas a educação se guia por um sistema etnocêntrico, branco. Negar a história é burlar o direito ao conhecimento e temos todos de lutar para nosso direito à história", afirmou.