Emilia Ferreiro, a estudiosa que revolucionou a alfabetização.
Tanto o Ciclo Básico (1984) quanto os Parâmetros Curriculares Nacionais (1997) foram fundamentados na teoria construtivista de Piaget (1896-1980). No campo da alfabetização, esta teoria foi difundida por Emília Ferreiro (1937) e Ana Teberosky (1944) através de seu célebre livro Psicogênese da Língua Escrita (1986).
Podemos possivelmente pensar a respeito do processo de alfabetização partindo do princípio de que esta surgiu na Antiguidade por meio da representação gráfica do mundo, através de um desenho e da representação gráfica de uma palavra, através da escrita.
Uma breve história sobre a alfabetização no Brasil
Os primeiros registros sobre a educação brasileira datam de 1554, a época dos jesuítas e do período colonial.
Para Freire (1983) a alfabetização é um ato criador, no qual o analfabeto apreende criticamente a necessidade de aprender a ler e a escrever, preparando-se para ser o agente desta aprendizagem. E consegue fazê-lo na medida em que a alfabetização é mais que o simples domínio mecânico de técnicas para escrever e ler.
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Emília afirma que a construção do conhecimento da leitura e da escrita tem uma lógica individual, embora aberta à interação social, na escola ou fora dela. Neste processo, a criança passa por etapas, com avanços e recuos, até se apossar do código linguístico e dominá-lo.
Ferreiro (1999, p. 47) afirma que “a alfabetização não é um estado ao qual se chega, mas um processo cujo início é na maioria dos casos anterior a escola é que não termina ao finalizar a escola primária”. Goodman (1980 Apud Ferreiro & Palácio, 1987, p.
Emília Ferreiro (1999) aponta que a criança passa por várias fases até que se chegue à aprendizagem da leitura e da escrita. Para ela, a aquisição dessa aprendizagem depende da elação que a criança tem desde pequena com a escrita.
Sua filosofia baseia-se no diálogo entre professor e aluno, procurando transformar o estudante em um aprendiz ativo. Nesse sentido, ele criticava os métodos de ensino em que o professor era tido como o detentor de todo o conhecimento, e o aluno apenas um “depositório” — o que ele chamava de “educação bancária”.