Ouça em voz altaPausarA origem dos meus heterónimos: Fernando Pessoa em carta a Adolfo Casais Monteiro. Fernando Pessoa fundamenta o fato de possuir heterônimos na sua histeria e considera que eles provêm da sua tendência para despersonalizar e simular. A histeria não se manifesta exteriormente; assume aspectos mentais.
Ouça em voz altaPausarA obra ortônima de Pessoa passou por diferentes fases, mas envolve basicamente a procura de um patriotismo perdido, através de uma atitude sebastianista pessoal do Poeta. O ortônimo foi profundamente influenciado, pela religião e sociedades secretas. A poesia resultante tem um certo ar mítico, heroico e trágico.
Ouça em voz altaPausarNa observação de um crítico literário, Fernando Pessoa refletiu no verso uma palheta de dores: a que ele fingiu sentir, a que sentiu de verdade ao escrever e a que o leitor sente ao ler o poema, entre outras. O poeta fingidor revelou a mesma subliminaridade em outras criações antológicas.
Fernando Pessoa
Ouça em voz altaPausarO criador do heterônimo é chamado de "ortônimo". Sendo assim, quando o autor assume outras personalidades como se fossem pessoas reais. O maior e mais famoso exemplo da produção de heterónimos é do poeta português Fernando Pessoa.
Ouça em voz altaPausarFernando Pessoa é dono de uma vasta obra, ainda que tenha publicado somente 4 obras em vida. Escreveu poesia e prosa em português, inglês e francês, além de ter trabalhado com traduções e críticas.
Ouça em voz altaPausarO poeta, que morreu em 30 de novembro de 1935, em Lisboa, é um dos principais autores do modernismo português. Pertencente à Geração de Orpheu, Fernando Pessoa produziu textos caracterizados pelo nacionalismo crítico e pela liberdade formal, além de conterem traços do simbolismo, cubismo e futurismo.