Em 2019, o percentual de brasileiros em pobreza extrema havia sido de 6,8%, maior do que o verificado em 2020. Esse número leva em consideração o impacto dos programas sociais. A marca de 5,7%, registrada em 2021, é a menor desde 2015 (5,1%). A série do IBGE reúne dados a partir de 2012.
As desigualdades patrimoniais são ainda maiores do que as de renda no Brasil e são uma das mais altas do mundo. Em 2021, os 50% mais pobres possuem apenas 0,4% da riqueza brasileira (ativos financeiros e não financeiros, como propriedades imobiliárias).
Em agosto, a população pobre era cerca de 9,5 milhões: 4,52% do total de brasileiros, 210 milhões. Em fevereiro, passou para 27,2 milhões: 12,83%. Em 2019, antes da pandemia, os dados consolidados apontavam para uma porcentagem de 10,97% dos brasileiros na extrema pobreza, ou seja, ganhando menos que R$ 246 por pessoa.
Em 2020, 24,1% da população brasileira era pobre, considerando as linhas de pobreza do Banco Mundial (US$ 5,50 por dia per capita, ou R$ 450 por mês) frente a 25,9% em 2019.
No Brasil, 8% da população ou um pouco mais de 16 milhões são considerados extremamente pobres. Mais da metade dos extremamente pobres vive no Nordeste e das 50 cidades mais pobres do Brasil, 26 estão no Maranhão.
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No Brasil. O Governo Federal adota como medida de extrema pobreza renda domiciliar mensal per capita abaixo de R$ 89,00 por pessoa em valores de 2019.
20 de novembro de 2020 - 09:05
O levantamento estatístico aponta que a região Nordeste concentra um valor proporcional a 47,9% da concentração da pobreza no Brasil. Em seguida, também com índice alto, vem a região Norte, com 26,1%.
Os governos da região implementaram 263 medidas de proteção social de emergência em 2020. Essas atingiram 49,4% da população, aproximadamente 84 milhões de domicílios ou 326 milhões de pessoas. Sem essas medidas, a incidência da extrema pobreza teria atingido 15,8% e a pobreza 37,2% da população.
Em 2020, quase a metade da riqueza do país foi toda para a mão do 1% mais rico da população: 49,6%. Em 2019, eles detinham 46,9%.
O Brasil é o nono país com mais desigualdade social no mundo. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos parâmetros do Banco Mundial (Bird).
No ranking da Pnad, que tem por base o coeficiente Gini (que calcula o grau de concentração de renda em um grupo social), o Brasil registra coeficiente de 53,9.
Os 10% mais ricos do mundo ganham 52% da renda mundial, enquanto os 50% mais pobres recebe apenas 8,5% do total. As diferenças são ainda maiores em relação ao patrimônio: a metade mais pobre possui apenas 2% da riqueza mundial (no Brasil é menos de 1%), enquanto os 10% mais abastados possuem 76% da fortuna global.
A renda mensal média de quem está entre os 5% mais ricos no Brasil é de R$ 10.313,00, conforme os dados da Pnad Contínua - Rendimento de todas as fontes 2019, do IBGE. O corte para estar no 1%, ou seja, com renda média superior à de 99% da população brasileira adulta, é de R$ 28.659,00.
Ou seja: um em cada quatro brasileiros viveu com menos de R$ 436 por mês, em 2019. De acordo com o IBGE, eram 28,7% da população, 39,8% dos extremamente pobres e 38,1% dos pobres.
Principais causas da piora da pobreza
Isso é devido a uma alta inflacionária no último período, que está se acelerando agora ao longo de 2021", declara. Ele destaca a distribuição menor do auxílio emergencial, o que deixou parte da população sem opção de renda.
Aumento da pobreza e da fome durante a pandemia
Os salários diminuíram e as pessoas passaram a receber cerca de 82% dos rendimentos mensais de antes. Os trabalhadores autônomos chegam a receber apenas 60% do habitual. A população brasileira empobreceu, perdeu empregos e está diante de um cenário de fome.
Motivos da pobreza no Brasilo baixo investimento no sistema educacional;a grande disparidade de trabalho e renda entre as pessoas;o preconceito existente na sociedade;a presença de um grande número de trabalhadores informais;a ausência de políticas de geração de renda.
No geral, os jovens, os sem escolaridade, os nordestinos e os negros foram os que mais perderam renda do trabalho na pandemia (veja quadro). Hoje, cerca de 35% dos jovens brasileiros nem trabalham nem estudam —os chamados "nem nem" eram 25% no final de 2014.
A região Nordeste do Brasil mantém, em termos médios, problemas sociais históricos: defasagem e pouca diversificação da agricultura e indústria, grandes latifundiários, concentração de renda, agravados no sertão nordestino pelo fenômeno natural de secas constantes (ver: Polígono das secas).
Já a população que vive abaixo da linha de pobreza é aquela com renda disponível de US$ 5,50 por dia, o equivalente a R$ 450 mensais por pessoa em 2020.
Considera-se em situação de pobreza pessoas com renda per capita de até U$ 5,5 por dia, e em extrema pobreza pessoas com renda per capita inferior a U$ 1,90 por dia.
Formula de Cálculo: H = (Q/N). 100, onde N é o total da população e Q é o total de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza Z.
Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, compilados pela consultoria IDados. Domicílios com rendimento mensal acima de cinco salários (ou a partir de R$ 5.225, pelo valor do ano passado) são considerados das classes média, média-alta e alta.