Atualmente, existem 38 escolas indígenas na rede estadual e 4 escolas das redes municipais de ensino de Maracanaú e Caucaia e uma creche localizada em Itapipoca, distribuídas em 16 municípios: Acaraú, Aquiraz, Aratuba, Canindé, Caucaia, Crateús, Itapipoca, Itarema, Maracanaú, Monsenhor Tabosa, Novo Oriente, Pacatuba, ...
Segundo ela, a devolutiva das atividades foi de 99%, o que surpreendeu a própria equipe pedagógica, já que antes da interrupção das aulas a participação dos pais em reuniões agendadas pela escola muitas vezes era baixa. ...
Atualmente, professores de aproximadamente 90 etnias cursam a Licenciatura Específica para Indígenas em Universidades Federais e Estaduais das mais diferentes regiões do país. Por outro lado, algumas Universidades já vêm reservando vagas aos indígenas em diversos cursos como medicina, enfermagem etc.
De acordo com o Censo Escolar de 2015, o Brasil tem 3.085 escolas indígenas, com 285 mil estudantes e 20 mil professores.
Na estruturação e no funcionamento das escolas indígenas, é reconhecida a sua condição de possuidores de normas e ordenamento jurídico próprios, com ensino intercultural e bilíngue, visando à valorização plena das culturas dos povos indígenas e à afirmação e manutenção de sua diversidade étnica.
Uma escola indígena precisa equilibrar elementos do currículo nacional com as especificidades da cultura na qual está inserida. Desde a Constituição de 1988, os povos indígenas têm direito a uma educação escolar intercultural, bilíngue/multilíngue e comunitária.
“A educação escolar foi usada em vários momentos pelo Estado contra os povos indígenas”, conta a antropóloga e indígena Kaingang Joziléia Jagso.
De acordo com o Censo Escolar de 2017, quase 31% das escolas indígenas não têm um espaço físico construído pelo poder público para funcionar. Assim, as aulas são ministradas em locais improvisados, como casas comunitárias, emprestadas de professores, moradores…