Liderados por Joaquim Lebreton, a equipe contava ainda com Pedro Dellon, Jean-Baptiste Debret, Nicolas-Antoine Taunay, Auguste-Marie Taunay, Auguste-Henri-Victor Grandjean de Montigny, Charles-Simon Pradier, François Ovide, Charles-Henri Levasseur, Louis Meunié e François Bonrepos.
1826
Inaugurada oficialmente em 1826, dez anos após sua idealização no contexto da chegada da Missão Francesa ao Brasil, a Academia só passou a funcionar de forma mais regular a partir da década de 1840, quando o Imperador D. Pedro II ampliou os auxílios financeiros à escola.
O seu primeiro ato oficial, como primeiro diretor da instituição agora nomeada Academia Real de Desenho, Pintura, Escultura e Arquitetura Civil, foi liberá-los de todas as suas obrigações como professores. Tantas foram as dificuldades que Taunay abandonou o país em 1821, deixando para trás o seu filho, Félix.
Jacques-Louis David
Formado por Jacques-Louis David (1748-1825) pelo ideário neoclássico, que tem na pintura histórica e mitológica a sua pedra de toque, Debret inicia seu trabalho no Brasil com a organização dos festejos de aclamação de dom João VI, em nada semelhantes às festas revolucionárias francesas organizadas por David.
A fundação da Academia Imperial de Belas Artes, ocorrida dez anos mais tarde, a institucionalização da pedagogia neoclássica, e a criação, na ex-colônia, de uma arte cortesã são alguns dos fatos atribuídos à presença dos artistas franceses no Rio de Janeiro.
Entre os principais artistas estão Pedro Américo e Victor Meirelles, pintores brasileiros que estudaram na Academia Imperial de Belas-Artes do Rio de Janeiro. Além desses dois pintores, outro que merece destaque é José Ferraz de Almeida Júnior, que foi aluno de Victor Meirelles.
O Academicismo teve início com a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios fundada por Dom João VI em 1816 por incentivo da Missão Artística Francesa, floresceu com a Academia Imperial de Belas Artes e o mecenato de Dom Pedro II e encerrou-se com a incorporação de sua sucessora republicana, a Escola Nacional de Belas ...
1562
Deixando de lado as associações informais e os círculos artísticos existentes na Renascença italiana, é possível afirmar que a primeira academia de arte propriamente dita é a Academia de Desenho de Florença, criada em 1562 pelo pintor, arquiteto e biógrafo italiano Giorgio Vasari.
O grupo ficou conhecido como Missão artística francesa. ... Já a missão tinha o objetivo de estabelecer o ensino oficial das artes plásticas no Brasil, e acabou influenciando o cenário artístico brasileiro, além de estabelecer um ensino acadêmico inexistente até então.
1816
Academia Imperial de Belas Artes/Fundação
A Academia Imperial de Belas Artes teve sua origem no projeto da Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, aprovado pelo decreto de 12 de agosto de 1816, que concedeu pensões a diversos artistas franceses que vieram morar no Brasil.
Após a vinda de D.João VI juntamente com a corte Portuguesa, muitas artistas francesas foram contratados e vieram ao Brasil em missão para fundar uma Academia Real de Belas Artes nos moldes da Francesa.
Em 1820 dois decretos, ambos datados de 23 de novembro, alteraram o nome da instituição para Real Academia de Desenho, Pintura, Escultura e Arquitetura Civil e, em seguida, para Academia de Artes, além de terem-lhe conferido um estatuto (CAMARGO, 2012).
Nos dias de hoje a antiga Academia Real de Belas Artes é Escola de Belas Artes da UFRJ e FAU-UFRJ ou Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Quem vós escreve estudou por cerca de dois anos e meio na FAU no início dos anos 80, não tendo completado meu curso de arquitetura.