Segundo os especialistas consultados pelo CNN Brasil Business, o dólar pode acumular alta em relação ao real por alguns motivos, entre eles o déficit na balança comercial, quando o país importa mais produtos do que exporta, quando turistas brasileiros gastam mais no exterior ou quando a taxa de juros americana sibe.
Juros brasileiros e juros americanos
Assim, a elevação da taxa de juros americana faz com que haja uma maior concentração de capitais por lá. Com a escassez da moeda em nosso país, é esperado que o dólar suba em relação à moeda brasileira.
Variação do dólar na pandemia: impacto do coronavírus
O preço do dólar em relação ao real disparou em boa parte graças à alta demanda pela moeda americana, considerada segura pelos investidores do mundo todo. De forma simplificada, com mais gente comprando dólar, o preço sobe e a diferença em relação ao real cresce.
As principais consequências do dólar na economia são: a alta da inflação, encarecimento de viagens ao exterior, dificuldade em manter o real estabilizado e aumento de transações com o euro. Com as variações constantes do dólar, muitos são os brasileiros que ficam confusos.
O Banco Central tem outras ferramentas para conter a alta da moeda americana. Por exemplo, vender dólar à vista ou contratos de swap cambial (uma espécie de "seguro" corrigido pelo dólar). Essas medidas de fato passaram a ser mais usadas neste mês. Mas profissionais de mercado afirmam que isso é apenas paliativo.
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O fiscal deteriorado faz o mercado pedir por juros mais elevados e o risco impacta o câmbio. Com o dólar mais alto, a inflação promete aterrorizar ainda mais os consumidores.
Perfeito afirma que os fatores que estão levando à desvalorização do dólar devem continuar ao longo de 2022. O primeiro é a alta de juros, que o Banco Central já indicou que deve continuar. O mercado estima a Selic em até 12,75% ao ano, enquanto o valor atual é de 10,75%.
O dólar está ficando cada vez mais distante dos altos picos registrados no ano passado. Em janeiro de 2022, a moeda americana caiu aproximadamente 5%. Na semana passada, a moeda chegou a R$ 5,1279, menor patamar desde setembro de 2021.
Política de juros do Banco Central brasileiro
Um dos pontos que pesam na queda do dólar neste momento é a política de juros do Banco Central do Brasil, que na semana ajustou a Selic em 1,5 ponto percentual, elevando a taxa básica a 10,75% – um retorno aos dois dígitos após cinco anos.