Mito. A moleira é apenas o afastamento dos ossos do crânio e fecha entre 15 e 18 meses de vida. Até lá, a mãe pode - e deve - lavar, pentear e acariciar, normalmente, a cabeça sem medo.
O fechamento precoce da moleira indica um desenvolvimento craniano anormal, que talvez necessite de tratamento neurocirúrgico específico. Na detecção de alguma anormalidade, indicamos a realização de exames de investigação, sendo a tomografia o mais adequado nessa situação.
Outras moleiras podem estar mais altas, tensas ou abauladas. “Pode significar uma lesão ocupando espaço no cérebro e causando o que se chama de hipertensão intracraniana, condição grave e com uma série de riscos. Ainda pode significar edema cerebral com hipertensão intracraniana”, alerta Rita de Cassia.
As moleiras são espaços sem ossos na cabeça do bebê. “Elas existem para permitir um adequado crescimento do cérebro no primeiro ano de vida, período onde a cabeça cresce mais”, explica a pediatra Rita de Cassia Silveira, presidente do comitê de neonatologia da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul.
A moleira é um espaço entre os ossos do crânio do recém-nascido. Pode receber o nome de fontanela anterior – que é a maior e mais preocupante – e fontanela posterior.
As moleiras estão localizadas nas divisórias dos ossos que compões o crânio. “Um recém-nascido tem até oito moleiras, mas algumas não são visíveis por serem espaços muito pequenos”, constata Rita de Cassia.