Desperdiçar menos, comer melhor e adotar um estilo de vida sustentável são chaves para construir um mundo sem fome; FAO defende que escolhas atuais são essenciais para um futuro alimentar seguro; fim da fome é uma das prioridades das Nações Unidas.
O que fazer para diminuir o apetite
A combinação das crises econômica, política e sanitária, causada pela covid-19, agravou um problema histórico no Brasil: a insegurança alimentar. Hoje, 116 milhões de pessoas – 55,2% das casas brasileiras – não têm acesso pleno e permanente a alimentos e 19 milhões de brasileiros enfrentam a fome em seu dia a dia.
É um momento crítico para o mundo, que precisa de ações urgentes para uma reversão até 2030. Roma/Nova Iorque, 12 de julho de 2021 – Houve um agravamento dramático da fome mundial em 2020, as Nações Unidas disseram hoje – muito provavelmente relacionado às consequências da Covid-19.
Graziano cita como exemplo o seu país, o Brasil que “praticamente conseguiu eliminar a fome em menos de 10 anos”. Em 2001, 11% da população brasileira não tinha o suficiente para se alimentar.
Ademais, as próprias causas naturais, como clima, desastres ambientais, pragas e inundações, são responsáveis por acentuar o problema da fome no Brasil, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, apesar de não serem tão expressivas quanto a ação humana.
Contudo, por ser um problema crônico e complexo, a fome não possui uma solução simples ou única. Ela deve ser atacada com um pacote de políticas públicas que atuem em diferentes áreas sociais, estimulando o desenvolvimento econômico, social e até político.
Cerca de 5 a 20 milhões de pessoas falecem por ano por causa da fome e muitas delas são crianças. As consequências imediatas da fome é a perda de peso nos adultos e o aparecimento de problemas no desenvolvimento das crianças.