A biodisponibilidade refere-se à extensão e à velocidade em que a porção ativa (fármaco ou metabólito) adentra a circulação sistêmica, alcançando, assim, o local de ação.
Biodisponibilidade: indica a velocidade e a extensão de absorção de um princípio ativo em uma forma de dosagem, a partir de sua curva concentração/tempo na circulação sistêmica ou sua excreção na urina.
Cada medicamento foi considerado “disponível” nas farmácias públicas, se fornecido na quantidade suficiente para cumprir todo o tratamento.
A BIODISPONIBILIDADE E SUA IMPORTÂNCIA
No momento de determinar quais serão as dosagens necessárias para que o fármaco faça afeito, a biodisponibilidade tem papel-chave. Seu estudo determina como cada medicamento deve ser consumido, aspectos de absorvência e meia-vida.
O tamanho da partícula, a velocidade de dissolução, área de superfície, polimorfismo do fármaco, formação de sais, permeabilidade lipofílica, pKa interferem na biodisponibilidade do fármaco.
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Dois medicamentos são considerados bioequivalentes quando possuem a mesma biodisponibilidade, ou seja, não apresentam diferenças significativas na quantidade absorvida do fármaco ou na velocidade de absorção, quando administrado em dose equivalente, sob as mesmas condições experimentais.
Além disso, as vias parenterais têm maior biodisponibilidade e não estão sujeitas à biotransformação de primeira passagem ou ao meio GI agressivo. Elas também asseguram o melhor controle sobre a dose real de fármaco administrada ao organismo.
O que é biodisponibilidade? A biodisponibilidade relaciona-se à quantidade e à velocidade de absorção do princípio ativo do medicamento para a corrente sanguínea. Quando dois medicamentos apresentam a mesma biodisponibilidade no organismo, sua eficácia clínica é considerada comparável.
Meia Vida. A meia-vida de eliminação sistêmica é um parâmetro importante que expressa o tempo necessário para reduzir a concentração de um fármaco na circulação sistêmica pela metade. É calculado a partir da depuração sistêmica e do volume de distribuição.
Que pode ser absorvido pelo organismo (ex.: nutrientes biodisponíveis).
A palavra fármaco deriva da terminologia grega “phármakon” que tem o significado de ser aquilo que pode transladar as impurezas, ou seja, para os gregos essa palavra poderia significar tanto remédio como veneno, poderia manter a vida ou causar a morte.
A quantidade que chega realmente à circulação sistémica denomina-se "biodisponibilidade absoluta". A biodisponibilidade absoluta compara a biodisponibilidade do PA na circulação sistémica após a administração não intravenosa com a biodisponibilidade do mesmo medicamento após a administração intravenosa.
A absorção de fármacos é definida como a passagem de substâncias ativas encontradas em medicamentos para a corrente sanguínea. É um processo que depende das propriedades, da formulação e da via de administração do medicamento.
A biodisponibilidade costuma ser avaliada determinando-se a área sob a curva de concentração plasmática em relação ao tempo (AUC — Relação representativa entre concentração plasmática e tempo após uma dose oral única de um fármaco hipotético.
Medicamentos similares
O medicamento similar é identificado pela marca ou nome comercial e possui o mesmo princípio ativo de um medicamento de referência.
A administração intravenosa de medicamentos é considerada como tendo 100% de biodisponibilidade, porque eles não passam pelo estômago. Eles estão imediatamente no sistema circulatório.
A meia-vida ou período de semidesintegração corresponde ao tempo necessário para que uma amostra radioativa reduza-se à metade.
Meia-vida - a meia-vida (T1/2) é o tempo necessário para que a concentração plasmática de determinado fármaco seja reduzida pela metade.
Pode ser determinada através da seguinte equação: kel = 0,693 / t1/2, em que t1/2 é o tempo de meia vida do fármaco. O tempo de meia vida (t1/2) é o tempo que demora a que a concentração plasmática do fármaco seja reduzida para metade da concentração inicial (50%).
São medicamentos que têm as mesmas características e produzem no organismo os mesmos efeitos que um medicamento de marca, mas não têm nome comercial e são vendidos pelo princípio ativo (substância que produz os efeitos terapêuticos).
De acordo com a Anvisa, os medicamentos similares têm por característica manter os mesmos princípios ativos, na mesma concentração, mesma dose e mesma forma farmacêutica do que aqueles medicamentos de referência ou os genéricos. A diferença está no fato de que esses medicamentos possuem marca e nome fantasia.
Na verdade, o similar nada mais é do que um genérico com marca – ou seja, uma cópia do medicamento de referência que pode ter um nome fantasia e um logo bonitinho.
A biodisponibilidade baixa é mais comum com as formas de dosagem oral de fármacos com absorção lenta e baixa hidrossolubilidade. O tempo insuficiente de absorção no trato gastrintestinal é causa comum de biodisponibilidade baixa.
1.1) Intramuscular (IM): deposita a medicação profundamente em tecidos musculares esqueléticos como o deltoide, o tríceps, glúteo máximo, etc. A absorção é mais rápida por ser muito vascularizado, sendo menos dolorosa devido os músculos possuírem poucos nervos sensoriais.
2.3.
Na via subcutânea, os medicamentos são administrados debaixo da pele, no tecido subcutâneo. Nessa via, a absorção é lenta.