A homocisteína alta pode acontecer como consequência de uma alimentação rica em proteínas, principalmente da carne vermelha, já que esse alimentos é rico nesse aminoácido, o que pode provocar lesões nas paredes dos vasos sanguíneos, levando ao surgimento de doenças cardiovasculares.
Uma alimentação rica em vitaminas B6, B12 e ácido fólico ajuda a reduzir os níveis de homocisteína. O bife de fígado é uma ótima fonte desses três nutrientes. Banana e feijão também são fontes de vitamina B6 e ácido fólico, enquanto o leite de vaca fornece vitamina B12.
O médico pode pedir dosagem de homocisteína para verificar se o indivíduo apresenta deficiência de itamina B12 ou de ácido fólico. A concentração de homocisteína pode se elevar antes que os testes de B12 e ácido fólico tenham se alterado.
A quantidade de homocisteína no sangue também pode subir pelo uso de medicamentos como metotrexato, trimetropina, ciclosporina A e anticonvulsivantes.
Após oito semanas de suplementação com ácido fólico, os níveis de homocisteína foram reduzidos em 55,3% nos 22 pacientes com AI com hiper-homocisteinemia.
Vitaminas envolvidas Tanto a vitamina B6 como a vitamina B12 atuam como coenzimas no metabolismo da metionina e da homocisteína, razão pela qual uma relação estreita entre os níveis plasmáticos dessas vitaminas e os níveis de homocisteína é refletida.
As informações atualmente disponíveis evidenciam que a suplementação combinada de folato, vitamina B12 e vitamina B6 pode ser utilizada no tratamento da hiper-homocisteinemia.
Assim, o metabolismo da homocisteína depende da influência das concentrações de ácido fólico, vitamina B12 e vitamina B6. Em que, a conversão de homocisteína à metionina é controlada pela vitamina B12 e pelo ácido fólico, enquanto a excreção da homocisteína, pela vitamina B6.
A metionina é convertida a S-adenosil-metionina, em seguida forma o S-adenosil-homocisteína, para então formar a homocisteína, que pode ser metabolizada (reciclada) pelo ciclo da remetilação ou ir para a via da trans-sulfuração. No ciclo da remetilação, a homocisteína é reciclada novamente à metionina.
A alta concentração de homocisteína, configurada pela hiper-homocisteinemia, é considerada fator de risco para patologias cardiovasculares e cerebrais, aterosclerose, derrame, trombose e para doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.
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