O autismo tem etiologia (origem), em sua grande maioria, em fatores genéticos, portanto é sim possível que você tenha dois filhos com pais diferentes e que tenham desenvolvido o distúrbio.
Uma pesquisa conduzida pela Autism Speaks em 2011 mostrou que o risco de se ter um segundo filho autista é de 20% (25% se o segundo bebê for menino e 11% se for menina). Parece pouco, mas é muito quando comparado ao 1% de chance da população geral.
O risco de ter outro filho com autismo dependerá sempre de vários fatores, nomeadamente da história familiar, de ter sido ou não encontrada uma alteração genética na pessoa com autismo e, caso tenha sido encontrada uma alteração genética, se um dos pais também a tem.
A prevenção da transmissão da síndrome do X frágil pode ser realizada a partir de um tratamento de FIV com o PGT-M, que é a análise de células do embrião para diagnóstico de uma doença monogênica que identifica os embriões saudáveis antes da gravidez.
Realizada em 5 países (Dinamarca, Finlândia, Suécia, Israel e Austrália), a pesquisa incluiu mais de 2 milhões de pessoas nascidas entre 1998 e 2011, sendo cerca de 22 mil diagnosticadas com TEA. Dessa vez, conclui-se que a herdabilidade do transtorno do espectro do autismo está estimada em aproximadamente 80%.
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No entanto, se forem detectadas alterações genéticas já relacionadas ao autismo nos pais, mesmo que estes não tenham autismo, a probabilidade de o casal vir a ter outro filho com TEA é maior. Além disso, há casos de síndromes monogênicas específicas em que o risco de repetição pode chegar a 50%.
Pesquisadores do Hospital Infantil da Filadélfia, nos Estados Unidos, descobriram que mutações no DNA mitocondrial, parte das células responsável produzir energia e cujo código genético é herdado exclusivamente da mãe, podem contribuir para um maior risco de desenvolver o transtorno.
Entre os fatores de risco para o desenvolvimento do TEA, temos: Diabetes mellitus e ganho excessivo de peso durante a gravidez; Obesidade gestacional, que praticamente dobra o risco de TEA.
O autismo não possui causas totalmente conhecidas, porém há evidências de que haja predisposição genética para ele. Outros reportam o suposto papel de infecções durante a gravidez e mesmo fatores ambientais, como poluição, no desenvolvimento do distúrbio.
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