O pretérito mais-que-perfeito composto forma-se com o verbo auxiliar “ter” (ou “haver” na linguagem formal) no pretérito imperfeito, seguido do particípio passado do verbo principal: Exemplo: Verbo telefonar: nós tínhamos telefonado.
Usamos o pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo para indicar um fato que aconteceu antes de outra ação passada. Além disso, ele pode indicar um acontecimento situado de forma incerta no passado.
Enquanto o pretérito perfeito indica uma ação acabada que ocorreu em determinado momento no passado, o pretérito imperfeito, é utilizado para indicar uma ação inacabada. ... Já o pretérito mais-que-perfeito é empregado para uma ação que ocorreu no passado antes de outra ação.
O pretérito perfeito indica um momento determinado do passado: “... o árbitro apitou”. O pretérito mais-que-perfeito indica um momento antes do pretérito perfeito: “... a bola já entrara.”
No entanto, há subtilezas no seu uso: o simples é usado sobretudo na escrita literária, enquanto o composto é mais usado na oralidade. A formação do pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo é formado pelo pretérito imperfeito do indicativo do verbo auxiliar ter mais o particípio passado do verbo principal.
| Indicativo | ||
|---|---|---|
| Presente | Pretérito imperfeito | Pretérito perfeito |
| vou vais vai vamos ides vão | ia ias ia íamos íeis iam | fui foste foi fomos fostes foram |
| Conjuntivo / Subjuntivo | ||
| Presente | Pretérito imperfeito | Futuro |
Terminações do pretérito mais-que-perfeito do indicativo (verbos regulares)
Pretérito Perfeito (simples) - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado. Por exemplo: Ele estudou as lições ontem à noite. Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que teve início no passado e que pode se prolongar até o momento atual.
O pretérito imperfeito é aquele que se refere a uma ação anterior ao momento da fala e que, no tempo passado a que pertence, não foi finalizada, podendo ter sido, por exemplo, interrompida por outro acontecimento. Exemplo: “Ele estava tomando banho quando sua mãe chegou do supermercado.”
O pretérito indica passado e, no modo indicativo, ele é usado para situações acabadas, para situações inacabadas ou para situações anteriores a outras já passadas. Assim, existem três tipos de pretérito: pretérito perfeito, pretérito imperfeito e pretérito mais-que-perfeito.
Seria porque ele é mais perfeito do que os outros? A resposta é não. O pretérito mais-que-perfeito é mais-que-perfeito porque indica uma ação do passado que aconteceu antes do pretérito perfeito. No pretérito perfeito, a ação acontece em um momento determinado do passado. Observe os exemplos:
O pretérito perfeito e o pretérito mais-que-perfeito possuem formas compostas no modo indicativo e subjuntivo. Entretanto, na forma simples, as duas apresentam conjunção no modo indicativo, enquanto o pretérito imperfeito também é conjugado no modo subjuntivo.
Falou como se fora comum. Além disso, em sua forma composta, o pretérito mais-que-perfeito pode ser usado para falar de uma ação situada de forma incerta no passado, por exemplo: Ela já tinha falado isso antes. O pretérito mais-que-perfeito apresenta uma forma simples e duas compostas (uma, no indicativo, e outra, no subjuntivo).
Aprendemos ainda que os verbos, quando conjugados no pretérito, podem estar no pretérito imperfeito, pretérito perfeito e pretérito mais-que-perfeito. Essas divisões do tempo pretérito costumam gerar dúvidas, pois nem sempre sabemos classificar os verbos adequadamente.