Instituiu-se assim que o i, quando sozinho em uma sentença, deveria ser um pouco mais longo. Como o pronome pessoal eu em inglês – I – era a única palavra importante quando sozinha acabou que assim ficou. O tempo foi passando e o mundo todo herdou o costume de escrever o i sempre um pouco maior (maiúsculo).
Contudo, o mais importante é lembrar que I, 'eu' em inglês, é grafado com letra maiúscula.
Podem, no entanto, usar-se maiúsculas iniciais, se, entre os responsáveis de uma publicação, se considerar que tais expressões devem ter maiúsculas iniciais para assinalar a importância das realidades designadas em dado contexto.
Tenho visto nos meios de comunicação (jornais, revistas, televisão) adjetivos com maiúscula quando se referem a nacionalidades. Por exemplo: «O atleta Português ficou em primeiro lugar» ou «Presidente Francês desce nas sondagens». O novo Acordo Ortográfico trouxe alguma alteração nesse sentido?
No entanto, com exceção dos três Poderes da República, as demais acepções da palavra são grafadas com inicial minúscula (por exemplo, o poder público). A ortografia anteriormente em vigor no Brasil recomendava o uso da maiúscula nos nomes dos “altos cargos, dignidades ou postos”.
Usamos maiúscula no início da frase e com nomes próprios, não é o caso de I, um pronome que pode vir em qualquer parte da frase. Aliás, por que o pronome I é grafado com maiúscula, mas não me ou you? A resposta mais direta é que ninguém sabe ao certo. Até os etimólogos, que estudam a história das palavras, não têm certeza.